Empresas abandonam Intel e criam chips próprios
Apple, Google, Amazon e Microsoft investem bilhões de dólares para desenvolver seus próprios chips. A estratégia marca o fim da dependência de gigantes tradicionais como Intel e Qualcomm.
A mudança começou em 2020, quando a Apple lançou o processador M1. Desde então, a empresa economizou mais de 40% nos custos de produção de computadores.
Guerra pela independência tecnológica
O movimento atinge diretamente fabricantes estabelecidos. Intel perdeu 23% de valor de mercado nos últimos dois anos. Qualcomm viu contratos bilionários com grandes clientes serem cancelados.
As empresas buscam três vantagens principais:
- Redução de custos entre 30% e 50%
- Personalização total para suas necessidades específicas
- Controle sobre segurança e propriedade intelectual
Google desenvolveu chips Tensor para smartphones Pixel. Amazon criou processadores Graviton para servidores de nuvem. Microsoft trabalha em semicondutores para inteligência artificial.
Investimento de US$ 500 bilhões
O setor de chips personalizados deve movimentar US$ 500 bilhões até 2028, segundo a consultoria McKinsey. O valor representa crescimento de 300% em relação a 2023.
Tesla, Meta e até montadoras como General Motors anunciaram projetos similares. A tendência se espalha por todos os setores que dependem de tecnologia avançada.
Fabricantes tradicionais tentam reagir. Intel anunciou programa de US$ 20 bilhões para produzir chips sob encomenda. TSMC expandiu fábricas nos Estados Unidos e Europa.
Especialistas alertam para riscos. Desenvolver semicondutores exige investimento inicial superior a US$ 2 bilhões. Apenas empresas com grande volume de produção conseguem viabilizar o negócio.
A disputa geopolítica intensifica a corrida. Estados Unidos e China pressionam empresas locais a reduzirem dependência de fornecedores estrangeiros. União Europeia aprovou subsídios de € 43 bilhões para produção regional.