El Niño deve se intensificar até outubro, alerta OMM
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiu alerta neste domingo sobre a intensificação do El Niño a partir de agosto. O fenômeno climático deve ganhar força progressiva até outubro, elevando as temperaturas globais acima da média histórica.
O comunicado da OMM projeta impactos diretos no regime de chuvas e nas ondas de calor em diferentes regiões do planeta. A previsão mobiliza governos e autoridades climáticas em escala mundial.
O que é o El Niño
O El Niño consiste no aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera padrões atmosféricos globais, provocando secas severas em algumas áreas e chuvas intensas em outras.
O fenômeno ocorre em ciclos irregulares de dois a sete anos. A última ocorrência significativa aconteceu entre 2015 e 2016, considerada uma das mais fortes já registradas.
Impactos esperados
A OMM destaca os seguintes efeitos prováveis:
- Aumento de temperaturas médias globais
- Alteração nos padrões de precipitação
- Maior frequência de eventos climáticos extremos
- Impactos na produção agrícola mundial
A organização recomenda que países adotem medidas preventivas imediatas. Sistemas de monitoramento climático devem intensificar a vigilância nas próximas semanas.
Brasil na rota
O território brasileiro historicamente sofre consequências diretas do El Niño. A região Sul costuma registrar chuvas acima da média, enquanto o Nordeste enfrenta períodos de seca prolongada.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) já acompanha a evolução do fenômeno. Estados das regiões Norte e Nordeste estão em alerta para possível estiagem severa.
A intensificação prevista pela OMM coincide com o período de preparação para a safra de grãos 2026/2027. Produtores rurais aguardam orientações técnicas para ajustar o planejamento agrícola.