Disputa de guarda dispara em MG e pega pais nas férias
Minas Gerais registra alta nos processos judiciais envolvendo guarda de filhos. O crescimento acende alerta para pais separados que entram em conflito durante as férias escolares.
A disputa se intensifica justamente no período de descanso das crianças. Muitos genitores chegam aos tribunais sem acordo sobre divisão de tempo e viagens.
Como funciona a divisão
A regra geral divide as férias escolares ao meio. Cada genitor fica com metade do período, alternando entre primeira e segunda quinzena a cada ano.
Quem tem a guarda nos primeiros 15 dias em 2025 ficará com a segunda quinzena em 2026. O rodízio vale para manter equilíbrio.
Quando a Justiça entra
O juiz intervém quando os pais não chegam a consenso. Também atua em casos de descumprimento do acordo homologado.
Situações de risco à criança motivam ação judicial imediata. A prioridade é sempre o interesse do menor.
Regras para viagens
Deslocamentos dentro do Brasil exigem autorização do outro genitor. Documento com firma reconhecida resolve na maioria dos casos.
Viagens internacionais pedem autorização judicial quando não há acordo. O processo tramita com urgência próximo às férias.
Pais devem informar destino, datas e contatos de emergência. Transparência evita problemas e processos desnecessários.
Especialistas recomendam
Advogados orientam planejamento antecipado. Definir férias com três meses de antecedência reduz atritos.
A comunicação direta entre os genitores continua sendo o melhor caminho. Processos judiciais custam caro e desgastam a família.
Mediação extrajudicial aparece como alternativa eficiente. Resolve conflitos mais rápido que a via judicial tradicional.
O aumento de processos em Minas reflete dificuldade de diálogo pós-separação. Crianças pagam o preço de guerras entre adultos.