DF lista 3 critérios para internar morador de rua à força
O governo do Distrito Federal apresentou nesta segunda-feira (20) os critérios que vão determinar a internação involuntária de moradores de rua. São três sinais de alerta: risco à vida, violência e negligência extrema com autocuidados básicos.
O documento foi divulgado três dias depois da sanção da lei que autoriza a internação compulsória no DF.
Segundo o modelo de cuidado, as equipes de assistência social e saúde vão identificar esses sinais durante abordagens nas ruas.
Como funciona o modelo
O protocolo estabelece que profissionais da rede de atendimento devem avaliar se a pessoa em situação de rua apresenta os três critérios definidos.
A internação involuntária ocorre quando o paciente não tem condições de consentir com o tratamento. A medida já é prevista na legislação federal para casos de dependência química.
A nova lei distrital amplia a aplicação do instrumento especificamente para a população em situação de rua.
Críticas ao modelo
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios apontou sucateamento e precarização do atendimento à população de rua.
Entidades de direitos humanos questionam a eficácia da medida sem ampliação da rede de acolhimento.
Não há informação oficial sobre quantas vagas hospitalares estarão disponíveis para as internações.
Próximos passos
As equipes de abordagem começam a aplicar o protocolo imediatamente. O governo não divulgou meta de internações nem prazo para avaliação dos resultados.
A Secretaria de Saúde informou que vai capacitar os profissionais para identificar os sinais de alerta definidos no documento.