Defesa de Bolsonaro pede que Moraes reveja suspensão de visitas
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes que reconsidere a decisão de suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai. Bolsonaro está preso desde 8 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Os advogados protocolaram embargos de declaração nesta quinta-feira. O recurso pede que o próprio Moraes reveja a medida. Caso o ministro mantenha a suspensão, a defesa solicita que o caso seja levado à 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.
Moraes barrou visita por risco de interferência
O ministro determinou a suspensão após identificar que Flávio tentou orientar a defesa do pai durante visita anterior. A decisão citou gravações que mostram o senador discutindo estratégias processuais com Bolsonaro.
Para Moraes, as conversas representam risco de obstrução da Justiça. O ex-presidente responde por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Defesa alega direito constitucional
Os advogados argumentam que o direito de receber visitas familiares é garantido pela Constituição. Segundo a defesa, não há motivo legal para impedir o contato entre pai e filho.
O recurso também questiona a interpretação das conversas gravadas. A defesa sustenta que discussões sobre estratégia jurídica fazem parte do direito à ampla defesa.
Caso aguarda análise
Moraes ainda não se pronunciou sobre o pedido de reconsideração. O ministro tem prazo regimental para analisar os embargos de declaração.
Se a suspensão for mantida, Bolsonaro segue sem poder receber a visita do filho mais velho. O ex-presidente pode receber outros familiares e seus advogados normalmente.
Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro e investigado em inquéritos sobre rachadinha e lavagem de dinheiro. Ele nega irregularidades.