China dobra exportação de chips e desafia EUA na guerra tecnológica
As exportações de chips da China quase dobraram no primeiro semestre de 2025. O avanço coloca Pequim como protagonista no mercado global de semicondutores, mesmo sob sanções americanas.
A Nvidia retomou a venda de chips H200 para a China, embora em pequenas quantidades. Os processadores são uma versão inferior à linha Blackwell, a mais avançada da fabricante.
O que a China está exportando
A maior parte das exportações chinesas são circuitos integrados de lógica madura. Esses componentes abastecem principalmente dois setores:
- Eletrônicos de consumo
- Indústria automotiva
Os Estados Unidos mantêm a liderança em chips de inteligência artificial mais avançados. A China, por sua vez, domina o mercado de massa de componentes legados.
A divisão do mercado global
Washington controla a tecnologia de ponta. Pequim foca em volume e escala.
As restrições americanas limitam o acesso chinês aos processadores mais potentes. Mas não impedem que empresas chinesas exportem semicondutores de gerações anteriores para o mundo todo.
A estratégia chinesa passa por parcerias multinacionais, segundo analistas do setor. O país busca ampliar sua presença em mercados emergentes e consolidar cadeias de fornecimento alternativas.
Números da disputa
O crescimento das exportações chinesas acontece enquanto fabricantes americanos enfrentam controles mais rígidos sobre o que podem vender para a China.
Os chips H200 da Nvidia representam um meio-termo nessa disputa. Não são os mais avançados, mas mantêm fluxo comercial entre as duas potências.
A guerra tecnológica entre EUA e China redefine o mapa da indústria de semicondutores. Enquanto Washington aposta em restrições, Pequim conquista mercado com volume.