Canetas emagrecedoras funcionam em crianças obesas, diz estudo

Canetas emagrecedoras funcionam em crianças obesas, diz estudo
Foto: Metrópoles

Uma revisão científica de nove estudos comprovou que canetas emagrecedoras funcionam para tratar obesidade infantil. As crianças que usaram os medicamentos perderam peso. Efeitos colaterais graves foram poucos.

Os pesquisadores analisaram dados de milhares de pacientes pediátricos. Todos receberam medicamentos injetáveis do tipo GLP-1, a mesma classe das canetas popularizadas por adultos.

A perda de peso foi significativa em todos os estudos revisados. As crianças apresentaram redução do índice de massa corporal (IMC). A resposta ao tratamento superou as expectativas dos cientistas.

Poucos efeitos graves

Os efeitos colaterais mais comuns foram náuseas e desconforto gastrointestinal. Nenhum estudo registrou casos graves que exigissem internação. A tolerância ao medicamento foi considerada boa.

Os pesquisadores ressaltam que o tratamento deve ser acompanhado por médicos. A obesidade infantil cresceu 300% no Brasil nas últimas décadas. Cerca de 6,4 milhões de crianças brasileiras estão acima do peso.

Como funciona

As canetas contêm medicamentos que imitam hormônios naturais. Eles reduzem o apetite e aumentam a sensação de saciedade. A aplicação é semanal, por via subcutânea.

O tratamento não substitui mudanças no estilo de vida. Dieta balanceada e exercícios físicos continuam essenciais. O medicamento funciona como apoio ao processo de emagrecimento.

A Sociedade Brasileira de Pediatria ainda não se pronunciou sobre o uso massivo desses medicamentos. A Anvisa já liberou algumas canetas para uso pediátrico em casos específicos.

O custo mensal do tratamento varia entre R$ 1.000 e R$ 3.000. Poucos planos de saúde cobrem o medicamento para crianças. O SUS não fornece as canetas emagrecedoras.

Os especialistas alertam que cada caso deve ser avaliado individualmente. Nem toda criança obesa precisa de medicamento. O diagnóstico correto é fundamental.