Arroz germinado reduz tempo de cozimento e aumenta nutrientes
Uma pesquisa da Embrapa Arroz e Feijão comprovou que o arroz germinado concentra até três vezes mais compostos bioativos que o grão comum. O estudo foi publicado nesta semana e traz dados que podem mudar a forma como os brasileiros preparam o alimento mais presente no prato nacional.
O processo de germinação aumenta a quantidade de antioxidantes, fibras e vitaminas do tipo B. O tempo de cozimento cai pela metade — de 25 para 12 minutos em média.
Os testes foram realizados com cultivares de arroz integral produzidos no Brasil. Durante a germinação, o grão desenvolve enzimas que quebram proteínas e carboidratos complexos, facilitando a digestão.
Como funciona
O arroz passa por um período de imersão em água por 12 a 24 horas. Depois fica em repouso controlado até surgir um pequeno broto. Nessa fase, o grão multiplica nutrientes para sustentar o crescimento da planta.
A pesquisadora Priscila Zaczuk Bassinello, responsável pelo estudo, explica que o processo pode ser feito em casa. Basta deixar o arroz integral de molho e trocar a água a cada 8 horas.
Benefícios comprovados
Os testes mostraram melhora na saúde intestinal de animais alimentados com o arroz germinado. A concentração de bactérias benéficas aumentou 40% em relação ao grupo que consumiu arroz comum.
O estudo também identificou redução de compostos antinutricionais, como o ácido fítico, que dificulta a absorção de minerais.
- Aumento de 300% em compostos fenólicos
- Elevação de 150% no teor de fibras solúveis
- Redução de 50% no tempo de cozimento
- Maior biodisponibilidade de ferro e zinco
A Embrapa avalia agora parcerias com a indústria alimentícia para produção em escala comercial. O arroz germinado já é popular em países asiáticos, especialmente no Japão e na Coreia do Sul.
O Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia, com 10,6 milhões de toneladas por safra.