Anomalia rara divide vagina em dois canais; veja impactos

Anomalia rara divide vagina em dois canais; veja impactos
Foto: Metrópoles

Uma anomalia congênita rara pode fazer com que mulheres nasçam com o canal vaginal dividido em dois. A condição, explicada pela ginecologista Lívia Saviolo, ocorre durante a formação embrionária e afeta a vida sexual e reprodutiva.

O problema acontece quando os ductos de Müller — estruturas que formam o útero e a vagina — não se fundem completamente durante o desenvolvimento fetal. O resultado é uma divisão completa ou parcial do canal vaginal.

Como funciona a condição

A separação pode ser total, criando dois canais distintos, ou parcial, com uma divisão apenas em parte da vagina. Algumas mulheres também apresentam dois colos de útero ou até dois úteros separados.

Muitas pacientes só descobrem a anomalia na adolescência ou vida adulta. Os sintomas incluem:

  • Dificuldade no uso de absorventes internos
  • Desconforto ou dor durante relações sexuais
  • Sangramento menstrual irregular
  • Problemas para engravidar

Impacto na vida sexual

A vida sexual pode ser afetada dependendo do tipo de divisão. Em casos de separação completa, a penetração pode ocorrer em apenas um dos canais, causando desconforto ou dor.

Segundo a ginecologista, o diagnóstico é feito por exame físico e ultrassom. A ressonância magnética ajuda a mapear a anatomia interna com precisão.

Tratamento disponível

Nem todas as pacientes precisam de cirurgia. O procedimento é indicado quando há impacto significativo na qualidade de vida, dor crônica ou dificuldade para engravidar.

A cirurgia remove o septo que divide o canal, unificando a vagina. A recuperação leva algumas semanas e os resultados costumam ser positivos para vida sexual e fertilidade.

A condição não impede gravidez, mas pode aumentar riscos de parto prematuro ou posição inadequada do bebê. Acompanhamento médico especializado é fundamental durante a gestação.