Ação humana causa 9 de cada 10 incêndios em São Paulo
Nove em cada dez incêndios registrados no estado de São Paulo são provocados por ação humana. O alerta é da Defesa Civil estadual, que classificou o período de junho a outubro como "fase vermelha" — risco máximo de queimadas.
A seca severa que atinge o estado transformou qualquer descuido em ameaça real. Uma bituca de cigarro jogada pela janela do carro. Uma fogueira mal apagada. Até a queima de lixo no quintal vira incêndio descontrolado em minutos.
Multas pesadas para quem causar fogo
Quem provocar incêndio pode pagar caro. As multas chegam a R$ 3.000 por hectare queimado. Em áreas de preservação, os valores sobem ainda mais.
A Defesa Civil reforçou o monitoramento em todo o território paulista. Equipes estão em alerta máximo para responder rapidamente a qualquer foco de incêndio.
O que não fazer durante a fase vermelha
As autoridades listaram as ações que mais provocam incêndios nesta época do ano:
- Jogar bitucas de cigarro em rodovias ou áreas de vegetação
- Fazer fogueiras em terrenos baldios ou mato seco
- Queimar lixo ou entulho
- Soltar balões
- Usar fogo para limpar terrenos
A combinação de baixa umidade do ar, calor intenso e ventos fortes cria o cenário perfeito para tragédias ambientais. Basta uma faísca.
Seca agrava situação
O estado de São Paulo enfrenta um dos períodos mais secos dos últimos anos. A umidade relativa do ar tem ficado abaixo de 30% em várias regiões — índice considerado crítico pela Organização Mundial da Saúde.
A vegetação ressecada funciona como combustível. Qualquer ponto de ignição se espalha rapidamente, destruindo áreas imensas em poucas horas.
A Defesa Civil pede que a população evite qualquer atividade que possa gerar fogo ao ar livre. Em caso de incêndio, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente pelo 193.
O período crítico só termina em outubro, quando as chuvas devem voltar com mais regularidade ao estado.