4 ações ainda prometem alta de 115% mesmo com juros nas alturas

4 ações ainda prometem alta de 115% mesmo com juros nas alturas
Foto: moneytimes.com.br

Quatro ações da bolsa brasileira mantêm potencial de valorização de até 115%, mesmo depois de bancos e casas de análise revisarem suas projeções para baixo. O cenário de juros elevados forçou cortes nos preços-alvo, mas analistas seguem otimistas.

A volatilidade crescente nos mercados levou instituições financeiras a recalcularem as expectativas para diversas empresas listadas na B3. Algumas tiveram seus alvos reduzidos. Outras, surpreendentemente, viram as estimativas subirem.

Espaço para ganhos expressivos

O ponto comum entre as quatro ações destacadas: há margem significativa para alta nos próximos meses, segundo o consenso do mercado.

Os juros em patamares elevados pressionam empresas endividadas e reduzem o apetite por risco. Mas nem todas sofrem igual. Companhias com fundamentos sólidos, fluxo de caixa robusto e baixo endividamento seguem atrativas.

Revisões refletem cautela

As casas de análise ajustaram seus modelos para incorporar a Selic alta por mais tempo. Taxa básica de juros acima de 14% ao ano muda completamente a matemática das avaliações.

Mesmo assim, o desconto dos papéis em relação aos preços-alvo justifica a recomendação de compra. A distância entre cotação atual e potencial futuro permanece atraente.

Analistas consideram que o mercado exagerou na punição a certos setores. A correção criou oportunidades para investidores com visão de médio e longo prazo.

Setores resilientes

As ações selecionadas pertencem a segmentos menos sensíveis aos juros ou com capacidade comprovada de repassar custos. Energia, consumo defensivo e infraestrutura aparecem entre os favoritos.

O cenário macroeconômico segue desafiador. Inflação persistente, déficit fiscal e incertezas externas mantêm investidores cautelosos. Mas justamente essa cautela gerou descontos nas cotações.

Para quem busca exposição à bolsa com potencial de ganhos expressivos, essas quatro empresas representam apostas dos principais bancos do país. Os preços-alvo revisados já consideram o ambiente adverso.

A recomendação vale para investidores com perfil moderado a arrojado e prazo mínimo de 12 meses.